Vale a pena pensar na opinião que Einstein tinha sobre a ciência aplicada a problemas humanos, conforme escreveu e publicou em maio de 1949:
“Por estas razões devemos nos precaver para não sobrestimarmos a ciência e os métodos científicos quando se trata de problemas humanos; e não devemos presumir que os peritos são os únicos que têm o direito de se expressarem sobre questões que afetam a organização da sociedade.” (“For these reasons, we should be on our guard not to overestimate science and scientific methods when it is a question of human problems; and we should not assume that experts are the only ones who have a right to express themselves on questions affecting the organization of society”. * “Why Socialism?” - originally published in the first issue of Monthly Review - May 1949)
Um caso, que ilustra bem isso, aconteceu comigo (em 29/6/2021) aqui no sítio: a meteorologia previa chuva. Por sorte, acabamos confiando mais no céu claro que víamos do que na probabilidade científica: nossas roupas acabaram secando ao sol.
Houve inclusive um aviso de “Estado de Atenção”, alertando para possibilidade de chuvas fortes a partir da próxima madrugada. Entende-se a razão do aviso: “é melhor prevenir do que remediar.” Havia possibilidade, mas não certeza dessa chuva. Tomamos nossas precauções. Afinal, choveu muito pouco, por sorte.Concluindo, quando a ciência não tem certeza, parece insensato que se obrigue o cidadão a não questionar, não investigar, não analisar e, enfim, que se proiba o cidadão de opinar ou decidir sobre sua própria vida.

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