terça-feira, 20 de abril de 2010

A IMPORTÂNCIA RELATIVA DOS VULCÕES

São comuns esses casos, em que a realidade não tem importância. O vulcão Chaitén, por exemplo, depois de estar inativo por 9.500 anos, despertou em maio de 2008. Jogou um monte de gases e partículas a 15 km de altura; encheu cidades chilenas e argentinas de cinza vulcânica. Afetou os vôos também. Poucos souberam. Ninguém ligou.
E parecia ter o mesmo destino esse outro vulcão, na Islândia, já ativo há um mês, sem que ninguém visse nem ouvisse nada sobre ele. Talvez só o Paulo Coelho seja capaz de explicar encantamentos assim, que tornam invisíveis coisas desse tamanho.
Mas, quando a Europa se enche de fumaça, então esse encanto se quebra, o vulcão se torna visível e pessoas normais dizem o seu nome, embora com algum esforço.
Mais mágico ainda foi que, estando os vôos cancelados por conta da fumaça, anunciou-se que tudo voltaria ao normal no domingo passado. Algum mago inferior deve ter previsto isso. Falhou. O vulcão insistiu em mandar fumaça no domingo e na segunda. Quer mágica mais difícil do que abafar um vulcão em erupção?
Daqui do sítio fica a impressão de que o vulcão não faz parte do sistema. Não aceita acordos. Nem a Míriam Leitão sabe o que ele vai fazer. Fica então a pergunta: que diabo de sistema é esse que não leva em conta realidades do tamanho de vulcões?