sexta-feira, 3 de julho de 2009

O Espírito Esportivo e o Dinheiro

É difícil imaginar uma atividade puramente esportiva; totalmente livre da influência do dinheiro.
Mas o dinheiro não é tudo quando o Almir Klink navega solitário: transmite coragem, inteligência, serenidade - sente-se espiritualidade no esporte que pratica. E quando o Diego Hipólito – com as articulações todas remendadas – consegue ser campeão mundial, não há como negar aí um heroísmo, que tem muito a ver com o esporte.
O que eu quero dizer é que o “espírito esportivo” tem a ver com a “luta justa”; tem a ver com o reconhecimento de que a vida é uma batalha, mas que nem tudo vale nessa luta.
De todos os espíritos, o esportivo é o que parece mais amplo, mais generoso; precede a tudo, vem antes do próprio sentimento de justiça: é mais natural. Sem o “espírito esportivo”, resta um relativismo sem alma: tudo vale igualmente, tudo é a mesma coisa, só os preços variam.
Todo o mundo deveria rir das equipes que compram os melhores jogadores, assim como ri de quem compra um troféu em uma loja – manda gravar em baixo que é campeão disso ou daquilo – e ostenta na sala, na prateleira atrás do bar. Caramba... será que já não se ri mais disso?