Os políticos bonzinhos enfrentam uma nova realidade. Viviam declarando amor ao povo e iam ficando ricos com isso.
Mas um velho ditado latino já dizia: “Quisquis ovem simulat, hunc lupus ore vorat (Quem se finge de ovelha o lobo devora)”. As eleições do Trump e do Bolsonaro mostram que atualmente a realidade se sobrepõe às juras de amor.
Trump assumiu em janeiro de 2017 e no mesmo mês estava no Forum Econômico Mundial, em Davos. A linha dele agora seria que também entre os países não haveria mais confiança mútua garantida: cada qual que zele constantemente por seus interesses, interpelando, propondo acordos.
O presidente da Turquia, Erdogan, então se comportava como amigo de Putin. Pouco antes tinham sido inimigos. Em Davos a novidade foi então que, com Trump, os EUA não iriam mais influir nesse relacionamento – não queriam mais ser a polícia do mundo. Não se trata de desinteresse, de isolacionismo, apenas agora não se metem em questões entre os outros países. Apenas se movem por interesse imediato próprio, não para impor crenças e valores. Aliás, recentemente a Turquia vem tentando controlar as mídias sociais. Problema deles, até agora.
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