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ENSINANDO A SER ARTIFICIAL (revista)
Desconfia-se da espontaneidade. Fazer uma coisa naturalmente – com interesse mesmo - é quase censurável. Não há lugar para uma dedicação verdadeira. Em
linhas gerais, o ensino se resumirá a ensinar a ser artificial.
Em qualquer curso os professores terão que ser divertidos, isto é, terão que dar o assunto desviando-se do assunto. Porque o assunto em si nunca interessa, não importa de fato. Ensina-se então a fingir, cria-se um interesse artificial.
E o telemarketing “estará sendo” a norma de espontaneidade. E a personalidade, a
alma ligada de verdade ao que se está fazendo, a compreensão de fato, isso não terá mais o mínimo valor. E, no entanto, talvez devesse ser a principal coisa a ser ensinada.
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